Alexander Bustamante
Nascido em Blenheim, em Hanover com o nome de Willian Alexander Clarke, agregou o sobrenome Bustamante em homenagem a um capitão de mar ibérico que o ajudou na juventude.
Em 1905 Bustamante começou a viajar, foi a Cuba, Panamá e aos Estados Unidos. Nessa época era muito comum jamaicanos irem a estes países em busca de fortuna e novas oportunidades. Depois de adquirir um pouco de riqueza na bolsa de valores americana, voltou à Jamaica em 1932.
Em seu retorno a Jamaica, ao ver as condições de vida do povo pobre, escreveu diversas cartas para os jornais e pessoas importantes sobre tais circunstâncias, pedindo melhorias na qualidade de vida do povo.
Esta é uma parte de uma carta que escreveu em 1938:
"O termômetro do descontentamento está fervendo, hoje ele tem alcançado o limite, amanhã pode transbordar."
Os trabalhadores ainda eram mal tratados, trabalhavam longas horas por pequenas quantias de dinheiro. Estavam furiosos e, inevitavelmente, em 1938, começaram uma rebelião para reivindicar melhores condições de salário. Em meio a um protesto em massa dos trabalhadores e desempregados em Kingston, Bustamante, tentando resolver a situação de forma pacífica, foi acusado pelo governo de incitar os rebeldes.
As forças da segurança, para conter o protesto, ameaçaram atirar contra os rebeldes. Bustamante abriu sua camisa, estufou o peito e pediu que disparassem nele ao invés do povo. Foi posto na prisão.
Libertado em 1943, Bustamante fundou o Partido Trabalhista da Jamaica (JLP). Em 1944, a Jamaica teve sua primeira eleição geral em que todos os adultos poderiam votar, na eleição geral, o povo votou para escolher qual partido político governaria o país. Os dois principais partidos eram o JLP e o PNP (Partido nacional do Povo), fundado por Norman Manley.
O JLP ganhou as eleições e na independência da Jamaica, em 6 de agosto de 1962, Alexander Bustamante tornou-se o primeiro “Primeiro Ministro” do país. Como Marcus Garvey, era um homem de visão, se perguntava sempre porque a vida era dura para o povo pobre, e ele viu o que poderia fazer para ajudar.
Lutou pelo que acreditou ser o certo - não com armas ou facas, mas com palavras! Lutou pelo direito dos trabalhadores, e transformou-se em seu principal líder.
Bustamante morreu em 1977 aos 93 anos de idade, deixando memórias de um grande e bravo líder trabalhista.